Durante os trabalhos do 1º Simpósio Brasileiro de Incineração, realizado pela Upan em dezembro de 2005, foi recorrente entre os participantes a menção à carência de ferramentas conceituais de auxilio aos administradores municipais quanto à gestão de resíduos. Para colaborar com informações nessa área a Upan organiza esse livro.
Este livro se destina ao governo nos diversos níveis, em especial aos administradores municipais de resíduos e órgãos ambientais, mas também às ONGs e universidades. Não é um manual de gestão de resíduos, mas pretende auxiliar nas decisões com informações atuais sobre política ambiental, conceito de gestão de resíduos, planejamento, estudos de caso e legislação, entre outros. Para tanto envolveu autores brasileiros e internacionais das áreas de: sociologia, engenharia, política, comunicação social e ecologia. Relata experiências nos modelos de gestão de países, como China e Alemanha, bem como de cidades, como Buenos Aires e São Leopoldo. O livro junto com a sua contrapartida virtual, esse site, apresenta tecnologias aplicadas à gestão de resíduos, experiências na implantação de sistemas de coleta seletiva e reciclagem, bem como implantação de restrições legais ao uso de materiais de difícil reciclagem nos produtos e mecanismos para alcançar a economia circular. Também aborda o aspecto social das comunidades que vivem dos resíduos, políticas para a melhora de suas condições de vida junto com o desenvolvimento das políticas de resíduos.
A publicação deste livro pretende auxiliar na gestão dos resíduos urbanos, vindo a se somar aos esforços governamentais para atingir as metas do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que em relação quanto à destinação adequada do lixo são:
- % de domicílios atendidos em 2005: 36%
- Meta para 2010: 47%
- Acréscimo de domicílios 2007 – 2010: 8.900.000
- Acréscimo de pessoas 2007 – 2010: 31.100.000
Alinhada à Lei de Saneamento Básico (11.445/07), sancionada a 05.01.2007 pelo Presidente da República e publicada no D.O.U de 08.01.2007, a publicação aqui proposta colabora para qualificar os investimentos em saneamento ambiental no âmbito do PAC, cujo valor total previsto para o setor é de R$ 40 bilhões entre 2007 e 2010. |